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A mudança como fator de crescimento



Normalmente queremos impor mudanças aos outros, quando as mudanças precisam acontecer em nós mesmos. Percebemos mais facilmente os defeitos nos outros, mas nos esquecemos dos nossos próprios defeitos. Mais facilmente criticamos ao invés de ajudar e julgamos ao invés de amar. Isso acontece porque optamos por continuar cegos às evidências que se manifestam pela necessidade de mudanças essenciais para que realmente possamos ser dignos de ser considerados humanos.  

Enquanto seres humanos nós nos comportamos de forma mais selvagem que os próprios animais que consideramos selvagens. Os animais que costumamos chamar de selvagens agem por instinto e normalmente dão exemplos que nós, que nos consideramos humanos, não damos. O ser humano é mal e se mantém dominado pelo mal quando se recusa a mudar. Prepotente, arrogante, intolerante e rancoroso o ser humano se recusa a mudar porque as mudanças tendem a contrariar a sua filosofia de vida. No entanto, não hesita em exigir que os outros mudem.

O nosso comportamento é o reflexo do nosso estilo de vida, da forma como costumamos encarar os fatos e suas versões que nos são apresentados no dia a dia. O nosso comportamento traduz fielmente o que realmente somos. Mudanças são necessárias e essenciais, mas normalmente as recusamos sob o pretexto de que delas não precisamos para viver. Descartamos as mudanças porque as consideramos desnecessárias, mesmo diante de fatores que evidenciam que elas precisam acontecer para que sejamos melhores, sob todos os aspectos. Precisamos ser melhores, sendo receptivos às mudanças, para que sejamos seres realmente humanos.

Chagas Pereira é jornalista, radialista, palestrante e consultor.

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