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Precisamos estar mais atentos aos pedidos de socorro




A depressão faz parte do nosso cotidiano e, mesmo que não nos afete diretamente, indiretamente ela nos apresenta seus efeitos. Isso requer que atuemos como instrumentos a serviço da prevenção e do combate a essa doença, que tem feito milhões de vítimas ao redor do mundo. Quando menciono o nosso papel como instrumentos é porque podemos, com um olhar diferenciado, ver e sentir os altos e baixos do comportamento de pessoas com as quais convivemos, seja no ambiente familiar, profissional, religioso ou de simples amizade. 
Em muitas ocasiões, as pessoas precisam do nosso apoio, mas nós não percebemos o seu grito de socorro. Muitas pessoas precisam de socorro, mas nem sempre o grito consegue atingir o volume que seja capaz de chamar a atenção. Normalmente se costuma lamentar quando alguém se suicida, mas não se costuma prestar atenção nesse alguém, objetivando tentar amenizar sua situação de angústia, de estresse, de esgotamento (mental, emocional e físico) ou de decepções. 
Somos instrumentos de ajuda e, por conta disso, cabe-nos exercitar o saber ouvir, sendo pacientes, tolerantes, humildes e, principalmente, sabendo amar. Aliás, essa deve ser a nossa prática prioritária, não apenas para ajudar quem está precisando de amor, mas, sobretudo, porque é o amor que nos faz diferentes. Portanto, estejamos atentos às mudanças de comportamento ou de humor nas pessoas com as quais convivemos. Vamos atuar como instrumentos de prevenção e combate à depressão.



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