Por Chagas Pereira
Jornalista, palestrante e consultor na área de gestão
O agronegócio brasileiro é
forte e fundamental para a economia, gerando emprego e renda no campo e
representando 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Até bem pouco tempo
o papel masculino predominava neste segmento econômico. Mas o quadro está mudando.
Isto porque o número de mulheres empreendedoras impacta o agronegócio,
evidenciando que o papel da mulher também é marcante na gestão das atividades
no campo.
O desempenho da mulher no
ambiente do agronegócio tem sido tão marcante que eventos específicos nesse
segmento do mercado de negócios evidenciam a liderança feminina numa área que
exige um preparo diferenciado, mas que atesta que elas chegaram para fazer a
diferença. Recentemente, o 4º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio,
realizado em São Paulo, reuniu mais de duas mil mulheres empreendedoras em
debates sobre as cadeias produtivas do agronegócio brasileiro.
Uma realidade que, até bem
pouco tempo, não fazia parte das rodas de negócios. Aliás, a presença da mulher
como liderança no agronegócio é uma constatação de que tanto o homem quanto a
mulher podem perfeitamente exercer funções de liderança em praticamente todos
os segmentos do mercado. Isso não é mais novidade, mas uma constatação, tendo
em vista os muitos casos de sucesso de liderança feminina no mercado de
trabalho.
Falando um pouco mais sobre o Congresso
Nacional das Mulheres do Agronegócio, realizado já pela quarta vez, é um grande
evento que abre debates sobre os principais desafios e oportunidades das
cadeias produtivas do agronegócio no país, envolvendo mulheres agricultoras,
pecuaristas, cooperadas e de outras categorias do mundo rural, que têm a
oportunidade de trocar experiências e a possibilidade de integrar redes em
cadeias produtivas do agronegócio.
O congresso tem como proposta dar
visibilidade para as mulheres do agronegócio, no contexto das cadeias
produtivas, considerando temas que fazem parte deste contexto, como consumidor,
agroindústria, produtores rurais e tecnologias. Reproduzo aqui palavras da presidente
do Comitê Mundial da Igualdade de Gênero da Aliança Cooperativa Internacional,
Maria Eugenia Pérez, que, em pronunciamento na abertura do evento, disse que as
mulheres têm que buscar ainda mais conhecimento para aumentar a sua participação
no campo. Segundo ela, as mulheres precisam buscar formação, informação,
aplicação de tecnologias para poder participar do mundo do agronegócio e da
governança dos agronegócios.
Em Rondônia, como em todos os
demais estados brasileiros, lideranças femininas também começam a projetar-se
no agronegócio. É uma tendência natural, levando em conta o potencial feminino
também na área da gestão. É a força da mulher que também começa a fazer parte
do agronegócio.

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